Depois do prazo de entrega do TCC e
da documentação já ter estourado, chegou a hora de pensar na apresentação do
trabalho, que acontecerá dia 26 de janeiro de 2014.
Segue abaixo um roteiro de
apresentação realizado pelo Prof. Dr. Luciano Miranda da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (UFRGS).
- Saudar a banca e a plateia.
Apresentar o tema ou assunto específico da pesquisa, com os referenciais
teóricos e empíricos, descrevendo resumidamente o problema que estimulou a sua
realização e a justificativa do porquê da importância do trabalho (± 5 min).
- Relacionar brevemente as
dúvidas/questões que buscou elucidar e/ou os objetivos a serem atingidos, bem
como as hipóteses norteadoras do trabalho, se for o caso, que foram confirmadas
ou não (± 3 min).
- Descrever brevemente os recursos
metodológicos e muito sucintamente o conteúdo desenvolvido em cada capítulo (±
3 min).
- Apresentar as considerações finais,
em que se faz uma síntese/apanhado geral do trabalho, avaliando como ele foi
importante para você (no sentido de um crescimento/aperfeiçoamento acadêmico) e
como contribuição para o desenvolvimento da pesquisa em comunicação (± 4 min).
Comentários
Esta estrutura tem dado certo para
os meus orientandos, mas não significa que seja rígida.
Existem trabalhos fracos, que
acabam recebendo boa avaliação por causa da defesa, e o contrário, excelentes
TCC que tiveram defesas problemáticas que prejudicaram a avaliação final.
A insegurança é algo normal, mas é
preciso controlar, na medida do possível a ansiedade: existem desde técnicas
respiratórias para tanto até medicamentos que os médicos receitam para
controlar os efeitos orgânicos da ansiedade somente para a hora da banca.
Não obstante, melhor do que
qualquer coisa é o domínio sobre o trabalho realizado. Portanto, releiam o
texto, procurando verificar os pontos altos, que podem ser valorizados, e os
fracos, para os quais vocês já devem preparar bons e consistentes argumentos
para rebater eventuais críticas da banca.
Neste sentido, tenho dois
comentários a fazer, procurando dirimir algumas dúvidas :
- nunca sabemos ao certo quais e que
tipo de perguntas a banca vai fazer (pode sair qualquer coisa);
- respondam à banca com muita
convicção, sem vacilos, mesmo que a banca pegue vocês de jeito em um ponto mais
frágil do trabalho (daí a importância de detectar antecipadamente as fraquezas,
e desenvolver de antemão clareza de ideias para a defesa com convicção).
Outra dúvida que me encaminharam: a
projeção de slides. Esta é uma “faca de dois gumes”. Explico: nos trabalhos
sérios, não se costuma utilizar recursos de Power Point, etc. Na UFRGS, na
graduação, p. ex., não se usa. E não se vê, muito menos, em pós.
Meus orientandos, na maioria das
vezes, não usaram, e quase todos passaram com 10. Na minha opinião, Power Point
mais atrapalha do que ajuda. Em geral, as pessoas perdem um tempo precioso, que
é curtíssimo, para mexerem no equipamento, perdendo o foco no fundamental que é
o desenvolvimento do trabalho. Caso optem por isso, assegurem-se de testar tudo,
antes da defesa, para ver se tudo está funcionando direitinho. Com efeito,
falei que é uma “faca de dois gumes” porque eventualmente alguém pode defender
sem o recurso de projeção, seguindo a minha preferência, e na hora da banca
seus membros reclamarem que não houve esse recurso. Isso porque, como disse,
nunca se sabe o que vem da cabeça dos membros da banca, e porque se criou uma
“cultura”, ao meu ver equivocada, da necessidade de utilizar-se de tais
recursos. Portanto, a decisão é de vocês, assim como tudo relativo ao conteúdo
desta mensagem.
Abaixo, acrescento dicas que, em
alguns aspectos, como no que diz respeito ao parágrafo acima, vão totalmente
contra minhas posições. Servem como parâmetro para que tomem suas decisões.
Dicas para apresentação do TCC na
banca
- Evite Gírias/ cuide o vocabulário
- Seja objetivo e conciso
- Olhe nos olhos da banca e da
plateia. Demonstre segurança (se estiver com medo, olhe para a testa ou para
cabeça que o efeito é o mesmo…)
- Faça pequenas pausas entre os
assuntos.
- Seja profissional/ a apresentação
deve ser de igual para igual, com humildade, sem arrogância.
- Não “compre briga” com a banca.
- Demonstre energia, vontade e não
seja indiferente, apático.
- Vista-se de acordo com a ocasião,
apresente-se como o profissional que você é ou que gostaria de ser. Não
esqueça: não é um dia qualquer.
- Flexione a voz, não mantenha um tom
constante, crie contrastes.
- Defenda seu trabalho com convicção:
não use “eu acho”, substitua por “eu acredito”, etc.
- Descanse e durma bem a noite
anterior.
- Deixe um relógio na mesa para não
precisar ficar olhando para o pulso toda hora.
- Se você usa óculos de grau
eventualmente, esse é o dia de usá-lo.
- Se possível, utilize recursos
visuais.
- Visite a sua sala antes da
apresentação. Ambiente-se com o espaço. Visualize-se apresentando.
- Segure uma caneta na mão. Assim
você não corre riscos de fazer gestos obscenos.
- Se houver oportunidade,
movimente-se. Demonstra segurança em relação a apresentação e domínio do tema.
- Não peça desculpas. Ignore os
erros. Siga adiante. Você deve retificar apenas se o erro for de “conteúdo”,
não “de apresentação” (esquecer palavras, branco, etc.)
- O que está em jogo é a sua
segurança em relação a sua escolha e a execução do seu trabalho. Seja firme.
Defenda com vontade as suas escolhas.
- Use o seu orientador como álibi. Se
você não souber responder alguma questão. Diga que “nós” optamos por seguir
essa linha… ou “conforme o meu orientador”… (nesse dia o seu orientador não irá
intervir na sua apresentação.)
- A melhor maneira de preparar, é ler
o conteúdo umas vinte vezes e depois apresenta-lo na frente do espelho mais
umas vinte vezes.
- Nada substitui o treino. Depois da
quinta “tentativa” de apresentação, você começa a ligar o “automático” e a
apresentação flui sem maiores esforços. As demais são para ajustes.
Boa sorte!